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Terra Blog

12.10.06

Desafio

Por Janethe Fontes
 
[Menino desafia policia em SP - Autor: Evandro Monteiro - Olhares]



Na “Semana da Criança”, trago uma imagem que fala por mais de mil palavras. Ainda assim, gostaria que os leitores desse blog refletissem a uma questão:
Será que estamos passando os valores corretos aos nossos pequenos heróis?
 

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  • Postado em 23:48:14

Dia das Crianças

categorias: Janethe Fontes
Por Janethe Fontes


Nesse dia das crianças, quero homenagear meu filho e a todos os baixinhos e baixinhas com um lindo poema de Neuza Rodrigues Leonel:


Olha meu filho, com cuidado, o mundo:
Ele é enganoso, é cruel, é mentiroso...
Abra os olhos e age com cautela.
Sê firme e perseverante nos princípios
Que teu pai e eu te ensinamos.

Não te deixes enganar - eu te suplico...

Vê que há quedas, crimes e enganos...
Vê que há ódio e hábitos profanos...
Vê que há lutas, guerras e prisões...
Falsidades, invejas e calúnias.

Não te deixes enganar - eu te suplico...

Se algum dia a vida destinar-te um golpe,
Sem covardia, enfrenta as revezes
E altaneiro, altivo e com coragem,
Viril e sem medo, pensa em mim,
Que, para proteger-te, estarei ao teu lado.

Não te deixes enganar - eu te suplico...

Sem mágoas, ressentimentos e sem temor,
Com energia, coragem e altivez,
Olha o mundo com a simplicidade das crianças
E vê em cada semelhante um teu irmão!...
Altivo e orgulhoso, não me esqueça.
                                                                                      - Eu te abençôo!...

Não te deixes enganar - eu te suplico...

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  • Postado em 08:58:02

11.10.06

Curiosidades da Idade Média

categorias: Simone Balliari
Por Simone Balliari


Naquele tempo a maioria casava-se no mês de junho (início do verão, para eles), porque como tomavam o primeiro banho do ano em maio, em junho o cheiro ainda estava mais ou menos. Entretanto, como já começavam a exalar alguns "odores", as noivas tinham o costume de carregar buquês de flores junto ao corpo, para disfarçar. Daí termos em maio o "mês das noivas" e a origem do buquê explicadas. Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças. Os bebês eram os últimos a tomar banho. Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era possível perder um bebê lá dentro. É por isso que existe a expressão em inglês "don't throw the baby out with the bath water", ou seja, literalmente "não jogue fora o bebê junto com a água do banho", que hoje usamos para os mais apressadinhos...

Os telhados das casas não tinham forros e as madeiras que os sustentavam eram o melhor lugar para os animais se aquecerem; cães, gatos e outros animais de pequeno porte como ratos e besouros. Quando chovia, começavam as goteiras e os animais pulavam para o chão. Assim, a nossa expressão "está chovendo canivetes" tem o seu equivalente em inglês em "it's raining cats and dogs".

Para não sujar as camas, inventaram uma espécie de cobertura, que se transformou no dossel.

Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos de alimentos oxidavam o material, o que fazia com que muita gente morresse envenenada - lembremo-nos que os hábitos higiênicos da época não eram lá grande coisa... Isso acontecia frequentemente com os tomates, que, sendo ácidos, foram considerados, durante muito tempo, como venenosos. Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque. Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo "no chão" (numa espécie de narcolepsia induzida pela bebida alcoólica e pelo óxido de estanho). Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estava morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era então colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não. Daí surgiu a vigília do caixão.

Os cemitérios eram pequenos, e nem sempre havia espaço para enterrar todos os mortos, então os caixões eram abertos, os ossos tirados e encaminhados ao ossário, e o túmulo era utilizado para outro infeliz. As vezes ao abrir os caixões, percebiam que havia arranhões nas tampas do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo. Assim, surgiu a idéia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira no pulso do defunto, tira essa que passava por um buraco no caixão e ficava amarrada num sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento do braço faria o sino tocar. Assim, ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", como usamos hoje...

Curiosidade também é cultura!!



Fonte: angelfire.com/tailong
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  • Postado em 07:57:16

10.10.06

Deitado eternamente em berço esplêndido

Por Solange Pereira Pinto


Começou o segundo turno. Começou o teatro. A tragicomédia. Domingo teve debate na Band. Não de idéias ou de projetos fundamentados. Foi uma "altercação" de farpas. Confesso que gargalhei algumas vezes. Os candidatos ao trono do rei usaram das artimanhas da velha Grécia. Sofismaram, mas sem a graça dos filósofos. Foi um espetáculo rasteiro. Parecia uma feira de discursos enlatados. Sardinhas. Eu, sentada na ágora-virtual-televisiva, assistia para ver quem vendia melhor o bacalhau de terceira. Lembrei-me do Chacrinha, comunicador sem igual. Terezinha uuuuuuuuuuhhhhhhhhhh! Senti-me uma Terezinha. Ataca de lá, defende de cá. Quem quer o abacaxiiiiii? Ambos.

Alckmin e Lula digladiando para ver quem leva o pepino-Brasil para casa. De um lado, o gladiador ex-comedido-vociferando e a saliva lhe faltava. Dava para notar a boca seca de Alckmin. Do outro lado da arena, o gladiador-à-reeleição ironizando atrás das barbas. Lula sorria se safando e colocando a mãe no meio. O tucano era dublê-de-fiscal-de-contas. O petista retrucava como marido-traído-último-a-saber. Parecia conversa de casamento falido. As gravatas amarela e vermelha na bravata. Fanfarrice total. Eu sou melhor! Mentiroso! Leviano! Palavras mais que ouvidas durante a peleja. Nada elevava para além disso. Mixórdia em rede nacional.

Tem gente dizendo que isso é democracia. Aventando que o Brasil ficará melhor depois desse (e de outros) domingo. Será? Nada se ouviu de concreto, até porque não se tem nada possível nesse sentido. As mesmas ladainhas de "investir no desenvolvimento do país, acabar com a miséria, aumentar o número de empregos, melhorar a saúde pública, a segurança e a educação". Ai, que canseira! Tudo isso está caducando na Constituição faz tempo. Se Alckmin representa a elite e Lula o povão deveriam se tornar aliados. Mas, ninguém agrada gregos e brasileiros numa só vez.

O discurso azul é sim para pequena parte do país, que entende o linguajar, a tradição e os bons-costumes do candidato opositor. O discurso vermelho fala diretamente para a grande maioria da população brasileira, de forma simples, populista e carismática. Por analogia um é "catedral" e o outro é "universal".

Duvido, contudo, que esses discursos façam qualquer diferença para este Brasil alquebrado e bocejante. O eleitor vota em quem quer. É um fato. Porém, em quem quer significa "por afinidade". Ou até mesmo por "antipatia". O brasileiro não vota em propostas, até porque elas nem existem de fato além do papel e das caras cartilhas produzidas marketeiramente.

Falar em aumento de emprego é gozação. Primeiro se ampliam os mercados, não é mesmo? Falar em educação é palhaçada. Está tão caótica a estrutura educacional que nem aumentando a quantidade de escolas e professores se obterá qualidade. Esquecem que quantidade e qualidade são coisas muito diferentes. E, político gosta de números. Faz-se uma "conversaria" de milhões, bilhões, para quem não sabe o que é mil.

Quero ver medidas para o Congresso trabalhar. Quero ver cada órgão estatal fazendo seu papel educador. Poucos sabem a função de cada ministério, agência, repartição pública. Isso é educar. Dizer a que veio e para que serve, e, definitivamente, servir, contribui para a cidadania. Falar de aumento do PIB, de percentuais, de expansões milagrosas, não descascará o abacaxi. Azedo!

Ninguém ainda disse COMO serão realizadas as promessas. Não se falou dos rituais. Não se disse se são com dez copos de sal grosso e meia dúzia de galinhas pretas que exterminarão as epidemias endêmicas verde-amarelas.

Os jornalistas do debate, desculpem, também foram fracos. Tinham a chance de elevar a contenda. Entretanto, fizeram perguntas erradas, previsíveis. Entrevista de emprego em boteco questiona melhor.

Essa previsibilidade brasileira é que dá sono. Talvez, por isso, o hino nacional seja profético: "deitado eternamente em berço esplêndido". As urnas dirão quem bocejou mais. As chacretes agradecem. O show não pode parar, os leões estão famintos.
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  • Postado em 12:02:26

09.10.06

Deus e o condicionamento

Por Tania Rocha


A religião é o meio mais utilizado pelos homens de qualquer pais ou cultura para condicionar as mulheres aos seus desejos. Os homens que comandam as religiões recebem, assim dizem eles, as mensagens de "deus" e anunciam o que este "deus" declarou.

É muito interessante observar que "deus", seja ele muçulmano, católico, hindu, etc, deseja controlar a vida feminina. Controla a sua sexualidade e seu comportamento social. Jamais esse "deus" manda um email ou um fax à uma mulher anunciando algo de seu interesse.

Não é curioso este fato? Há milhares de anos, os homens recebem essas anunciações com exclusividade e esses "deuses" jamais exigem algo dos homens. Eles explodem pessoas inocentes com bombas em seu nome, estupram mulheres, matam seus semelhantes e fazem guerra após guerra.

Mas a única preocupação destes "deuses" é em cobrir com véus as mulheres, controlar se abortam, que sejam mães exemplares e que, obviamente, obedeçam aos homens.

Não da para desconfiar que tem "alguma" coisa estranha na comunicação entre os homens e "deus"????



Saiba mais sobre Tania Rocha acessando seu blog: Cinderela se rebela
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  • Postado em 09:30:56